Blog de Ronaldo Coelho Teixeira


24/02/2012


Vinheta Primeva

 

 

Entre o afago e o tato

há um desejo inadiável

de se estar vivo, de fato!

 

(Do Livro: "Transwebhumanas - Vinhetas & Baladinhas Poéticas. No prelo. Ilustração: http://poesiadomundo-amgf.blogspot.com/2010/12/afago.html?zx=ab37b6d6af969496)

Escrito por Ronaldo Coelho Teixeira às 09h56
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23/02/2012


Cavaleiro e Poeta da Revolucionária Figura

 

 

                                 para Pablo Neruda (1904-1973)

 

Como Neftali Ricardo Reyes Basoalto ele nasceu

na cidade de Parral, Chile. Filho de um ferroviário

e de uma professora primária, esta que ele perdeu

quando do seu nascimento. Um trágico corolário.

 

Aos dois anos muda-se com a família para Temuco,

e depois para Santiago do Chile e cursa pedagogia.

Viaja o mundo pela diplomacia, mas acha seu reduto:

Isla Negra teve um ex-senador, casadoiro e marxsista.

 

Louvou com a sua política e ideológica literatura

a América, e na sua feliz, distinta e pop assinatura,

Ian Neruda e Paul Verlaine foram homenageados.

 

No ano de setenta e um com o Nobel foi laureado,

ao morrer no hospital, talvez tenha sido envenenado,

Pablo Neruda, cavaleiro e poeta da revolucionária figura.

 

 

(Do livro: "Balada dos Cavaleiros e Amazonas da Ímpar Figura. No prelo. Ilustração: http://pablo-neruda2-france.blogspot.com/2009_04_01_archive.html)

 

Escrito por Ronaldo Coelho Teixeira às 09h38
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20/02/2012


Fragmentos de Rio

Ao Rio Tocantins

 

A gente olha pra essa água

que passa (não passa)

como se ela pudesse levar

nossas dores e medos.

 

 

A gente “viaja” nessas água

como se elas

pudessem ocultar para sempre

nossos segredos.

 

 

Esse rio guarda segredos

que até mesmo

o tempo

desconhece.

 

 

Esse rio oculta mistérios

tão antigos

que até ele mesmo

se esquece.

 

 

Esse rio é profundo

tão fundo

como meus

sonhos íntimos.

 

 

Esse rio é ligeiro

passageiro

feito meu

riso ínfimo.

 

 

Uma canoa corta o rio

como se pudesse

separar o mistério

e o encanto desse rio.

 

 

Essa canoa abre um fio

entre o limite

do sonho

e este humano desafio.

 

 

O rio que aqui dentro escorre

não é diferente

do que esse

que aí fora corre.

 

 

Só que esse aí sempre sabe

aonde vai parar

enquanto este aqui

nunca sabe aonde está o mar.

 

 

Colham meus cacos

nesse rio,

porque eu nunca

nessa vida me ajuntei.

 

 

(Do livro:"Para que o Fantástico não se Ausente". No prelo. Ilustração: http://360graus.terra.com.br/extremoss/default.asp?did=10555&action=galeria)

Escrito por Ronaldo Coelho Teixeira às 18h13
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