
Entre o afago e o tato
há um desejo inadiável
de se estar vivo, de fato!
(Do Livro: "Transwebhumanas - Vinhetas & Baladinhas Poéticas. No prelo. Ilustração: http://poesiadomundo-amgf.blogspot.com/2010/12/afago.html?zx=ab37b6d6af969496)

Entre o afago e o tato
há um desejo inadiável
de se estar vivo, de fato!
(Do Livro: "Transwebhumanas - Vinhetas & Baladinhas Poéticas. No prelo. Ilustração: http://poesiadomundo-amgf.blogspot.com/2010/12/afago.html?zx=ab37b6d6af969496)
para Pablo Neruda (1904-1973)
Como Neftali Ricardo Reyes Basoalto ele nasceu
na cidade de Parral, Chile. Filho de um ferroviário
e de uma professora primária, esta que ele perdeu
quando do seu nascimento. Um trágico corolário.
Aos dois anos muda-se com a família para Temuco,
e depois para Santiago do Chile e cursa pedagogia.
Viaja o mundo pela diplomacia, mas acha seu reduto:
Isla Negra teve um ex-senador, casadoiro e marxsista.
Louvou com a sua política e ideológica literatura
a América, e na sua feliz, distinta e pop assinatura,
Ian Neruda e Paul Verlaine foram homenageados.
No ano de setenta e um com o Nobel foi laureado,
ao morrer no hospital, talvez tenha sido envenenado,
Pablo Neruda, cavaleiro e poeta da revolucionária figura.
(Do livro: "Balada dos Cavaleiros e Amazonas da Ímpar Figura. No prelo. Ilustração: http://pablo-neruda2-france.blogspot.com/2009_04_01_archive.html)

Ao Rio Tocantins
A gente olha pra essa água
que passa (não passa)
como se ela pudesse levar
nossas dores e medos.
A gente “viaja” nessas água
como se elas
pudessem ocultar para sempre
nossos segredos.
Esse rio guarda segredos
que até mesmo
o tempo
desconhece.
Esse rio oculta mistérios
tão antigos
que até ele mesmo
se esquece.
Esse rio é profundo
tão fundo
como meus
sonhos íntimos.
Esse rio é ligeiro
passageiro
feito meu
riso ínfimo.
Uma canoa corta o rio
como se pudesse
separar o mistério
e o encanto desse rio.
Essa canoa abre um fio
entre o limite
do sonho
e este humano desafio.
O rio que aqui dentro escorre
não é diferente
do que esse
que aí fora corre.
Só que esse aí sempre sabe
aonde vai parar
enquanto este aqui
nunca sabe aonde está o mar.
Colham meus cacos
nesse rio,
porque eu nunca
nessa vida me ajuntei.
(Do livro:"Para que o Fantástico não se Ausente". No prelo. Ilustração: http://360graus.terra.com.br/extremoss/default.asp?did=10555&action=galeria)


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